13 jan 2015

Projeto Sarada antes dos 40

LIFESTYLE > Projeto #AlgoPorMim

Já contei um pouco da minha história com o esporte e a balança pra vocês mas hoje vou recapitular um pouco.

Eu nunca fui uma dessas adolescentes que já crescem focadas em malhar, em criar uma rotina na academia ou se dedicar a um esporte. Geralmente, as adolescentes que colocam isso em suas agendas chegam a fase adulta mais saudáveis, com o corpo em forma, com uma alimentação mais regrada  e são amigas da autoestima (a maioria).

Eu era daquelas que fugia das aulas de educação física, nunca ganhei nenhuma medalha esportiva em competições de escola ou de universidades. Me matriculava em academias só pra não pesar a consciência e jogava meu dinheiro fora por frequentar apenas 1 semana durante o ano. Eu tinha preguiça só em pensar em treino, musculação, transpirar, correr… Eu realmente achava que quem se dedicava a isso não tinha nada mais legal pra fazer.

A minha sorte é que em casa, durante a minha infância, sempre tive uma boa alimentação. Meu pais faziam receitas super saudáveis e na minha casa eu nunca vi nada congelado ou industrializado. Lembro muito bem da minha mãe fazendo biscoitinhos de cereais e de frutas enquanto meus amiguinhos levavam bolachas de chocolate na lancheira. Mas quando eu cresci, quando passei a trabalhar e a morar sozinha, tudo mudou. Além de não me dedicar a nenhuma atividade esportiva eu passei a comprar congelados porque era mais rápido, a exagerar no refrigerante, a comer quase nada de fruta por preguiça de cortar, a comer salada só quando não tinha outra coisa e por aí vai.

No final de 2009 eu tive um problema emocional e caí na depressão. Fiquei ainda mais preguiçosa e comendo sem parar. Tudo se estabilizou no final de 2010 mas eu já tinha subido alguns quilos na balança. Com a mudança para o Chile em 2011 e a ansiedade por me adaptar ao desconhecido eu consegui ficar 15 quilos acima do meu peso e pela primeira vez na vida pesei 83 quilos. Foi aí que eu realmente decidi que ou mudava de vida naquele momento ou ficaria cada vez mais difícil.

janeiro

O resto vocês já sabem. Me matriculei na academia, comecei a procurar atividades que eu gostasse e me encontrei nas aulas de Body Pump, Jump, Dança e Spinning. Com o tempo passei a pegar gosto por fazer um treino nas máquinas e hoje já consigo treinar todos os dias, intercalando cada uma dessas coisas. E vou confessar: quando eu percebi que meu corpo começava a responder, que eu estava perdendo peso e que meu corpo sentia falta da academia quando eu não ía, eu me dei conta de que todas as pessoas que sempre fizeram academia estavam certíssimas e tinham muito prazer em viver. Eu é que não sabia até então o que era a vida em sua plenitude.

E em 2012 eu lancei o Pigmento F e junto com ele a coluna #desembucha onde eu passei a contar sobre como perdi esses 15 kg, como mudei a alimentação e outras dicas de saúde. Você pode ler tudo sobre isso clicando aqui. Inclusive tem um guia de reeducação alimentar para quem quer mudar de vida.

De 83kg eu fui para 68kg. Era delicioso ver as roupas entrando novamente, meu corpo voltando ao seu peso normal e o quanto eu me sentia melhor. Posso finalmente dizer que o projeto #desembucha (forma como eu chamei essa virada na minha vida) funcionou pra mim e mudou toda a minha rotina.

desembucha11

Com o passar dos dias e dos treinos eu perdi mais gordura e ganhei um pouco de massa magra. Eu poderia estar bem mais tonificada, mas eu confesso que não me dediquei o suficiente pra isso. Apesar de ir à academia todos os dias, nem sempre eu completava o tempo necessário do meu treino e tinha uma desculpa sempre à mão para aliviar a consciência: hoje eu preciso ir embora da academia mais cedo porque preciso gravar e editar vídeos, hoje eu tenho que chegar mais cedo no trabalho, hoje está muito calor, hoje está muito frio pra sair tarde da academia… Ou seja, eu ía, treinava mas não completava a quantidade de horas por dia que eu tinha me proposto a fazer para tonificar o meu corpo.

É claro que algo é sempre melhor que nada mas esse algo chega a quase nada quando você decide não evoluir. O corpo se acostuma aos estímulos que recebe e se você não prova que ele pode fazer mais do que isso, ele estaciona. Então fazer algo sem progressão é nada, sim senhor.

O que eu quero dizer com tudo isso?

Que eu mudei a minha alimentação, eu saí do sedentarismo, eu baixei de peso, eu tenho uma atividade física diária há 4 anos, eu melhorei o meu condicionamento físico mas eu ainda não estou aonde eu poderia estar. É como uma análise fria do trabalho, sabe? A gente se dedica, melhora os pontos fracos, melhora o foco, os resultados mas sempre sabe que poderia estar de uma maneira melhor na carreira e aí levantamos todos os dias com metas para melhorar isso e sermos referência na nossa área de atuação.

Referência. Está aí uma palavra que nos distingue dos demais. É muito bom quando nos tornamos referência em alguma coisa porque é maravilhoso ver que os nossos esforços e conhecimentos influenciaram positivamente alguém e que o nosso nome figura na lista dos que fizeram história. Não para se aparecer ou querer arrancar aplausos, mas porque o que é diferente ou fruto de uma superação inevitavelmente ganhará uma admiração. E não podemos esquecer que somos os primeiros beneficiados quando nos distinguimos e lutamos pelo melhor.

Pensando nisso eu criei um novo projeto dentro do #desembucha. Ele vai se chamar #saradaantesdos40.

sarada

Sabe aquela vontade – que não adianta negar que nunca teve porque nem que tenha sido 1x e por 30 segundos na sua vida, você já teve – de estar com o corpitcho em dia aos 20 anos? Não lutei por ele e já não tenho 20 anos mais.

Sabe aquela vontade de estar no meu peso, com a saúde em dia, ver a calça jeans dos sonhos fechar sem esforço antes dos 30? Não tive isso também e tive que levar um tapa na cara da vida beirando os 30 pra acordar.

Agora eu tenho 32, estou com quase 2 pés no altar (fevereiro está chegando), estou constituindo oficialmente uma família, daqui pra frente pensar em filhos é algo bem natural e me fiz a seguinte pergunta em dezembro de 2014: Falando especificamente de saúde e corpo em forma ao analisar outras décadas, não fui lá muito determinada. Vou mesmo esperar chegar aos 40 pra correr atrás do prejuízo ou vou construir uma história positiva e referencial até lá?

Então galera, resolvi mudar de rumo. Intensifiquei os treinos, cortei várias coisas na alimentação, passei a ler mais sobre como ter um estilo de vida realmente saudável e estou focada em preparar o meu corpo para um futuro com menos surpresas em consultas médicas, com mais energia para acompanhar uma criança (afinal, pretendo ser mãe um dia) e com um corpinho de revista. Que mal há nisso?

E antes que me julguem, vou dizendo logo: não estou me rendendo aos padrões da mídia de corpo ideal. Eu só acho que enquanto estivermos usando isso como desculpa, o tempo vai passar sem dó sobre nós e que enquanto julgamos a mídia e as personalidades que conquistaram suas metas nesse sentido, elas só vão ficando mais bonitas, saudáveis e de bem com a vida, enquanto acumulamos mal humor, falta de energia e não estimulamos o nosso corpo a viver tudo o que ele pode viver.

Não há erro algum em querer ter o corpo tonificado. Não há erro em querer não ter a celulite como companheira. Não há erro em querer mandar a flacidez embora. Inclusive, ser magra e flácida não é lá muito saudável também. O erro está em usar meios nada saudáveis para alcançar os objetivos e também no fato de não querer evoluir e se queremos isso em tantas áreas, por que não incluir o corpo?

Eu não sei quais serão os meus resultados mas eu sei que se eu focar eu vou conseguir. TODOS conseguem quando colocam como objetivo. Isso não é privilégio de ricos ou de genéticas que favorecem, é apenas um mérito que o corpo entrega para quem se esforçou.

Quer entrar nessa onda comigo? Então acompanhe as dicas que darei aqui no blog e as fotos com a tag #saradaantesdos40. Aproveite para usar a tag nas suas fotos também.

Atualmente eu estou com 62 kg e ganhei 3kg de massa magra. A ideia é diminuir ainda mais a porcentagem de gordura e aumentar os músculos. Fora o prazer de realmente poder dizer em algum momento que realmente fiz o tal do “projeto verão” que todos dizem e realmente cheguei lá.

eu

Quantos verões você já deixou passar? Quantas segundas-feiras você tentou começar e falhou? Quantos verões vão precisar passar ainda?

Eu só tenho 32, faltam 8 anos para os 40. Você pode até achar cedo demais mas não se esqueça: nada se conquista da noite para o dia. O que eu plantar hoje eu vou colher daqui uns anos. Prefiro plantar agora do que marcar pra começar em uma segunda-feira no futuro.

 

 

 

 

Fê La Salye
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